Astronomia Amadora

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Curiosidades astronômicas

 

- O nome mais longo de estrela é Torcularis Septentrionalis, dado à estrela ômicron Piscium da constelação de Peixes

- A constelação do Cruzeiro do Sul é formada por 54 estrelas; porém, somente 5 são visíveis a olho nu

- Se o Sol morresse de morte súbita, nós só saberíamos que ele apagou 8 minutos e 15 segundos depois. Isso porque a luz leva esse tempo para chegar até nós.

- O Corpo Celeste mais distante visível a olho nu é a Grande Galáxia, em Andrômeda, conhecida como Messier 31.

- Estima-se que a nossa galáxia, a Via-Láctea, é composta por aproximadamente 200 bilhões de estrelas.

- A Via-Láctea tem um diâmetro de aproximadamente 70.000 anos-luz.

- Uma estrela anã é tão densa que ali um objeto do tamanho de um dado pesaria como um carro.

- Se a estrela Próxima de Centauro morresse agora, nós só saberíamos dentro de 4 anos e três meses. Sua luz leva esse tempo para chegar até nós. imagine a distância a que ela se encontra daqui.

- As estrelas não piscam. Nós vemos as estrelas piscando por causa da turbulência da atmosfera terrestre, que interfere na luz emitida por elas.

- Planeta em grego significa errante, viajante. Os gregos da Antiguidade denominaram estes corpos celestes de planetas porque os observavam "viajando" entre as estrelas "fixas".

- Se o Sol fosse comparado a uma bola de basquete, Júpiter seria uma bola de golfe; Saturno, uma bolinha de ping-pong; Urano e Netuno, bolinhas de gude; e Plutão, menor que a metade da cabeça de um alfinete. Júpiter tem 318 vezes a massa da Terra e Plutão apenas dois milésimos.

- Se morássemos em Netuno, nunca faríamos aniversário, pois um ano é o tempo que o um planeta leva para dar a volta ao Sol, e Netuno leva 165 anos terrestres para fazer essa trajetória

- Já foram constatadas fontes luminosas na cratera lunar denominada Aristarco?

- Que um dia apareceu a letra gama na cratera de Littrow e um x na cratera Eratóstenes?

- Que a revista americana Sky and Telescope de julho de 1956 publicou uma foto do astrônomo mexicano Robert E. Curtis, na qual aparecia uma cruz luminosa nas proximidades da cratera Parry?

- Que em 1867 foi notada uma cratera lunar, à qual deram o nome de LINEU, sendo que a mesma se encontrava no Mar da Serenidade, mas em 1869 foi constatado que a mesma havia desaparecido?

- Fotografias tiradas pela nave soviética Luna IX mostram um alinhamento de marcos de pedra?

- Enquanto a Apollo VIII se mantinha em órbita lunar, o comandante Lowell enviou uma mensagem pelo rádio, que foi captada por rádio amadores franceses. A mensagem é a seguinte: "Vejo um volume enorme, que não me parece natural; dir-se-iam ruínas de um templo gigantesco, com sete pisos.

- Numa fotografia tirada por uma nave americana a trinta e sete quilômetros da face da Lua, distingue-se oito espécies de flechas, que projetam sombras alongadas. De acordo com cientistas americanos, a flecha maior, em forma de obelisco, teria uma largura de quinze metros na base e uma altura de doze a vinte e cinco metros. Cientistas soviéticos estimaram esta altura em cerca de quarenta e cinco metros.

- As crateras Messier e Peckering desnorteiam os especialistas. Elas mudam de forma, indo do oval ao triangular, enquanto as formas das crateras vizinhas não variam.

- Dr. H. P. Wilkins, chefe da secção lunar da Associação Astronáutica Britânica, declarou: "Podem observar-se no solo lunar: pontes, túneis, muros gigantescos e artificiais. Distinguem-se raios luminosos, largas bandas paralelas, crateras que mudam muitas vezes de aspecto ou que desaparecem completamente, como a cratera Alzahen..."

- Traumatizado com o que observou na Lua, enquanto se encontrava sozinho na cabine espacial, Michael Collins não participaria de mais nenhum vôo cósmico; assim decidiram os psiquiatras que o examinaram após o seu regresso à Terra.

Por: Frederico Vicente Copolla - Depto. de Astronomia da SIFETE

- A LUA DE VÊNUS

Bem cedo, na manhã de 25 de janeiro de 1672, o grande astrônomo Cassini, que havia descoberto a mancha vermelha de Júpiter, avistou um objeto menor perto de Vênus. Observou-se durante dez minutos, mas resolveu não criar sensação proclamando a descoberta da lua venusiana; às 4h 15m da manhã de 18 de agosto de 1686, tornou a vê-la. O satélite era grande - um quarto do tamanho de Vênus e estava situado a uma distância de três quintos do diâmetro do planeta. A lua de Vênus mostrava fases como o planeta mãe. Cassini estudou o corpo durante quinze minutos e deixou notas completas.

No dia 23 de outubro de 1740, James Short, da Inglaterra, encontrou um corpo perto de Vênus, com um terço do diâmetro do planeta e examinou-o detidamente pelo telescópio durante uma hora.

No dia 20 de maio de 1759, Andreas Mayer de Greifswald, Alemanha, observou durante meia hora um corpo astronômico nas proximidades de Vênus.

Em 1761, Jacques Montaigne, membro da sociedade de Limages, descobrira um cometa, e se mostrara muito cético em relação às observações da lua de Vênus, viu-a nos dias 3, 4, 7 e 11 de março de 1761.

Nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro de 1761, Joseph-Louis Lagrange, que foi depois diretor da Academia de Ciências de Berlim, comunicou ter visto o satélite de Vênus.

Nos dias 15, 28 e 29 de março do mesmo ano, Montbarron, de Auxerre, França, avistou o satélite de Vênus pelo seu telescópio.

Roedkioer, de Copenhagem, fez oito observações do corpo em junho, julho e agosto de 1761. Os trabalhos tiveram reconhecimento oficial quando Frederico, o Grande, rei da Prússia, propôs que a lua de Vênus recebesse o nome de D’Alembert em honra ao sábio francês. Depois, Cristian Horrebow, de Copenhagem, estudou o satélite de Vênus a 3 de janeiro de 1768. O que aconteceu em seguida foi mais misterioso que qualquer caso de rapto sem solução - o satélite de Vênus desapareceu durante todo o século. Voltou a aparecer em 1886, quando o astrônomo Houzeau viu sete vezes a MINI-Afrodite. Batizou-a até de Neith, em honra à deusa egípcia da sabedoria.

No dia 13 de agosto de 1892, o astrônomo americano Edward Emerson Barnard avistou um objeto de sétima grandeza perto de Vênus, embora não tivesse fé na lua venusiana. A sua comunicação é digna de crédito, porque o professor Barnard foi o descobridor da quinta lua de Júpiter e também de uma estrela na constelação de Ofiuco, que recebeu o seu nome. E, ainda que a quinta lua de Júpiter continue girando animadamente em torno do planeta mãe e a estrela de Barnard não tenha deixado de lucilar, o rebento de Vênus tornou a desaparecer.

Durante cem anos, os astrônomos estiveram à procura desse filho ilegítimo da deusa do amor, sem qualquer resultado. O enigma da lua de Vênus, vista por tantos astrônomos, ainda está sem solução.

É possível que o planeta certo seja descoberto graças a cálculos certos? É certo que sim. Depois de prolongados cálculos, o Dr. Clyde Tombaugh chegou a conclusão de que, em vista do estranho movimento de Netuno, devia haver outro planeta além dele. Apontou seu telescópio na direção exata e descobriu o planeta Plutão em 1930. Mas agora, depois de tantos anos, os astrônomos dizem que Plutão, sendo pequeno como é, não poderia ter perturbado Netuno ou Urano. A descoberta do planeta foi uma coincidência excepcional, afirmam eles. A moral do caso é que, às vezes, dá resultado cometer erros em matemática, se é que de fato houve erro no caso.

Chegamos agora ao maior escândalo dos anais celestes; no dia 26 de março de 1859, o Dr. Lescarbault, de Orgeres, na França, observou durante uma hora e um quarto um corpo astronômico que se movia em torno do Sol. Leverrier, diretor do observatório de Paris, fez uma visita ao Dr. Lescarbault a fim de verificar-lhe as observações, os cálculos e os antecedentes. Fez isso com grande ceticismo e pouco entusiasmo. Mas Leverrier ficou satisfeito com o encontro e chegou à conclusão de que um planeta intramercurial tinha sido descoberto por Lescarbault. Calculou a massa do planeta em 1/17 da de Mercúrio, com uma órbita igual a 19 dos nossos dias, dando-lhe o nome de Vulcano.

O Dr. Lescarbault apresentou sua descoberta à Academia em Paris, em janeiro de 1860. Napoleão III concedeu-lhe imediatamente a cobiçada Legião de Honra e enquanto a França se aquecia à glória dessa descoberta astronômica, Vulcano se negou, de repente, a ficar diante dos telescópios e desapareceu tão inesperadamente quanto a lua de Vênus. Mas, neste caso, não era uma simples lua mas todo um planeta que se desgarrava.

Entretanto, para complicar o caso, em 1878, o professor James Watson, da Universidade de Michigan, afirmou ter visto dois Vulcanos em vez de um. Lewis Swift, astrônomo amador, deu também uma boa espiada em Vulcano de Pike’s Peak, no Colorado. E Swift não era um amador comum, pois seu trabalho sobre as nebulosas tinha recebido a aprovação dos astrônomos.

É pura impertinência os críticos dizerem que esses homens de ciência tiveram alucinações ou que Lescarbault ganhou à toa uma Legião de Honra. As observações foram, indubitavelmente, genuínas, mas nós ainda não sabemos qual foi o objeto que cruzou o disco do Sol em 1859.

Foi um asteroide ou uma gigante plataforma espacial de outro mundo? E teria sido a lua de Vênus uma grande cidade espacial que atravessava a Galáxia?

(Condensado do "Não Somos os Primeiros" de Andrew Tomas)

Por: Frederico Vicente Coppola - Departamento de Ufologia.


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